sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Solitude...


Pensei se deveria continuar nesse espaço, ou abrir um espaço novo. Por conta de todas as coisas que estão guardadas aqui. Por conta das histórias doloridas que ainda existem aqui.
Mas sim, aqui ainda é minha casa. É aqui que me encontro, por vezes me perco, mas de alguma forma consigo encontrar minha forma.
O mundo está muito diferente esse ano. eu estou conseguindo dar conta dos meus compromissos, da minha palavra... Da minha palavra inclusive comigo mesma, que chegarei no Natal com 62 quilos. Sei que sou capaz de prometer isso pra mim mesma, e sei que, uma vez prometido, não existe a possibilidade de não cumprir. Sou capricorniana, afinal de contas, e se tem uma coisa que realmente tem muito valor é a minha palavra. 
Esse ano está estranho, uma objetividade que me mata. Estou na academia. Disciplinadíssima com os exercícios, me alimentando corretamente, emagrecendo, aprendendo a dirigir, estudando inglês, tirando passaporte. 
Então, está tudo indo bem. 
Por baixo...
Por baixo esse ano está me invadindo, o tempo me atropela, sei que em dezembro tudo vai estar diferente, para melhor... Mas eu sei... só eu sei... Que a mulher dentro de mim queria apenas estar estudando teatro. Queria dançar. 
Queria tomar um banho de chuva e encher a cara. 
Sair da caixinha. 
Saborear... O quê? 
Por hora, é remédio. Estou consertando minhas coisas. Aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado. E fazendo silêncio. Um silêncio de espera. Não sei bem o que espero, mas é como se, agora sim, algo bom estivesse pra acontecer. E fosse pra logo.