Hoje eu queria tanto tanto te encontrar. Nem que fosse só pra ganhar um sorriso, lançar um de volta...
Porque tem dias que é meio noite. Tem dias que a gente encontra aspectos da gente mesma pelo caminho... Elementos que não deveriam ter vindo conosco, mas acabaram vindo sim, e um dia a gente olha e se assusta e pensa "como isso veio parar aqui?"
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Da natureza selvagem...
E a vontade dela naquela noite era uivar pra lua. Mesmo que já não soubesse reconhecer se a lua daquele dia estava crescendo ou minguando.
O coração solitário do lobo. O reencontro com a sua essência.
A certeza de ter se descortinado mais uma vez. E o encontro da verdade de que faria sempre, e sempre. Porque isso fazia parte da sua própria natureza. Porque despedaçar-se era o jeito de estar inteira. Porque virar água e ir embora com o rio era apenas o que ela sabia fazer de melhor...
O coração solitário do lobo. O reencontro com a sua essência.
A certeza de ter se descortinado mais uma vez. E o encontro da verdade de que faria sempre, e sempre. Porque isso fazia parte da sua própria natureza. Porque despedaçar-se era o jeito de estar inteira. Porque virar água e ir embora com o rio era apenas o que ela sabia fazer de melhor...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Do nada.
Do nada um dia a gente encontra uma porta muito escondida atrás da estante. E a gente até tem que olhar de novo, porque da primeira vez que passou não tinha reparado muito bem, confundindo com um desenho bonito na parede ou algo assim.
Mas que daí a gente chega perto e experimenta a fechadura, só mesmo por experimentar, jurando que vai encontrá-la trancada.
Mas ela se abre. E mostra um mundo lindo do lado de dentro. E a gente olha, com medo desse mundo ser delicado como uma bolha de sabão e explodir ao toque. E quanto mais a gente olha, mais acha bonito.
E a gente acha tudo tão delicado, que tem medo de sem querer quebrar alguma coisa.
E continua espiando de fora. Com curiosidade e encantamento.
Torcendo pra algum dia, quem sabe, com amor e um pouco de sorte, ser convidado pelos moradores da casa a conhecer o lado de dentro.
A vida tem das suas surpresas.
Mas que daí a gente chega perto e experimenta a fechadura, só mesmo por experimentar, jurando que vai encontrá-la trancada.
Mas ela se abre. E mostra um mundo lindo do lado de dentro. E a gente olha, com medo desse mundo ser delicado como uma bolha de sabão e explodir ao toque. E quanto mais a gente olha, mais acha bonito.
E a gente acha tudo tão delicado, que tem medo de sem querer quebrar alguma coisa.
E continua espiando de fora. Com curiosidade e encantamento.
Torcendo pra algum dia, quem sabe, com amor e um pouco de sorte, ser convidado pelos moradores da casa a conhecer o lado de dentro.
A vida tem das suas surpresas.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Sobre os pequenos milagres que ficam
Hoje pensando sobre coisas que passaram. Realidades que não existem mais. Mas como foram bonitas!
Sinto-me privilegiada. Não é todo mundo que consegue construir histórias bonitas assim. Histórias onde o amor permanece sempre e sempre.
Hoje acho que não penso mais: "Ah, se tivesse ido adiante..." Porque não havia um "adiante" para ir.
Hoje penso que foi lindo. Do jeito que foi. Nem mais nem menos do que tudo o que podia.
Sim, sinto-me grata agora. De alguma forma, as histórias vividas nos últimos dois anos me fortaleceram imensamente. Me transformaram.
Talvez eu comece, muito aos poucos, a começar a me preparar pra uma história nova. Pra amar de verdade e ser correspondida. Pra uma troca cheia de generosidade, carinho...
Sei lá. A vida tem das suas surpresas.
Sinto-me privilegiada. Não é todo mundo que consegue construir histórias bonitas assim. Histórias onde o amor permanece sempre e sempre.
Hoje acho que não penso mais: "Ah, se tivesse ido adiante..." Porque não havia um "adiante" para ir.
Hoje penso que foi lindo. Do jeito que foi. Nem mais nem menos do que tudo o que podia.
Sim, sinto-me grata agora. De alguma forma, as histórias vividas nos últimos dois anos me fortaleceram imensamente. Me transformaram.
Talvez eu comece, muito aos poucos, a começar a me preparar pra uma história nova. Pra amar de verdade e ser correspondida. Pra uma troca cheia de generosidade, carinho...
Sei lá. A vida tem das suas surpresas.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Um novo tempo.
Tudo diferente agora.
Ano que vem já mudou.
Saio do trabalho atual e já entro num outro.
Dirijo meu próprio carro.
Terei meus alunos...
Só mais um pouco, só mais um pouco...
E depois muda tudo.
Minhas escolhas.
Mais bonitas.
Ano que vem já mudou.
Saio do trabalho atual e já entro num outro.
Dirijo meu próprio carro.
Terei meus alunos...
Só mais um pouco, só mais um pouco...
E depois muda tudo.
Minhas escolhas.
Mais bonitas.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O grito
E então eu grito. E digo que não. Não mais.
Preciso estar livre.
Preciso dormir. Mesmo tendo centenas de tarefas pra cumprir antes que chegue o amanhã.
Preciso poder desfrutar de novo do tempo, da paisagem, das pessoas queridas, da felicidade.
Que eu mereço.
sábado, 24 de agosto de 2013
Tenho que voltar.
Tenho que voltar. Sempre e sempre, porque não dá pra mergulhar no silêncio para sempre.
Porque mesmo que a gente não saia de casa, e não conheça ninguém, e não mude em quase nada nossa rotina, as coisas continuam se movimentando em volta, ao redor, por baixo.
A vida se movimenta. Se movimenta mesmo quando a gente não enxerga nada. Quando parecem não existir alternativas, nem caminhos pra se seguir, nem possibilidade de espécie alguma.
Um dia a gente perde a hora do avião. Um dia a gente esquece a bolsa no restaurante. Seja o que for, um dia a situação sai completamente do controle, sem que nada anormal tivesse sido feito, e pronto. Estamos do lado de fora.
De novo aquela sensação de ter mergulhado no rio gelado. E ao sair, bate o vento. E a gente sem proteção, porque não podia imaginar que ia esfriar.
Do lado de fora. Sempre e sempre, porque o lado de dentro ainda não encontrou sua casa.
Mas o vento que bate agora não é mais tão ameaçador quanto parecia ser há um ano atrás.
Essa semana tem uma data importante. E eu sei que por mais esforço que eu faça pra esquecer, eu me lembrarei...
Que ao menos eu me lembre com gratidão.
E, sim, com amor. Amor de verdade.
Porque mesmo que a gente não saia de casa, e não conheça ninguém, e não mude em quase nada nossa rotina, as coisas continuam se movimentando em volta, ao redor, por baixo.
A vida se movimenta. Se movimenta mesmo quando a gente não enxerga nada. Quando parecem não existir alternativas, nem caminhos pra se seguir, nem possibilidade de espécie alguma.
Um dia a gente perde a hora do avião. Um dia a gente esquece a bolsa no restaurante. Seja o que for, um dia a situação sai completamente do controle, sem que nada anormal tivesse sido feito, e pronto. Estamos do lado de fora.
De novo aquela sensação de ter mergulhado no rio gelado. E ao sair, bate o vento. E a gente sem proteção, porque não podia imaginar que ia esfriar.
Do lado de fora. Sempre e sempre, porque o lado de dentro ainda não encontrou sua casa.
Mas o vento que bate agora não é mais tão ameaçador quanto parecia ser há um ano atrás.
Essa semana tem uma data importante. E eu sei que por mais esforço que eu faça pra esquecer, eu me lembrarei...
Que ao menos eu me lembre com gratidão.
E, sim, com amor. Amor de verdade.
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