sábado, 27 de outubro de 2012

Tudo é silêncio

Não há dor.
Não há desespero. Não há o desejo, profundo e imenso de que tudo mude, de que de repente ainda exista uma história pra se viver.
Agora tudo é simplesmente silêncio. Silêncio e solidão.
Há um deserto imenso. Nada de árvores, nem água, nem pessoas ou animais. Nada.
Se eu gritasse, o grito ecoaria a quilômetros de distância por espaços inimagináveis.
Mas não há sentimento suficiente ou restante pro grito.
E caminhando em meio aos escombros, o silêncio se apossa da minha vida, da minha alma... Nada, só o profundo vazio que se estende para os lados em todas as direções.
Se alguém me procurar, digo que estou no banho até que desista.
Porque não, não é o momento que eu queira ver alguém.

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