sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Solitude...


Pensei se deveria continuar nesse espaço, ou abrir um espaço novo. Por conta de todas as coisas que estão guardadas aqui. Por conta das histórias doloridas que ainda existem aqui.
Mas sim, aqui ainda é minha casa. É aqui que me encontro, por vezes me perco, mas de alguma forma consigo encontrar minha forma.
O mundo está muito diferente esse ano. eu estou conseguindo dar conta dos meus compromissos, da minha palavra... Da minha palavra inclusive comigo mesma, que chegarei no Natal com 62 quilos. Sei que sou capaz de prometer isso pra mim mesma, e sei que, uma vez prometido, não existe a possibilidade de não cumprir. Sou capricorniana, afinal de contas, e se tem uma coisa que realmente tem muito valor é a minha palavra. 
Esse ano está estranho, uma objetividade que me mata. Estou na academia. Disciplinadíssima com os exercícios, me alimentando corretamente, emagrecendo, aprendendo a dirigir, estudando inglês, tirando passaporte. 
Então, está tudo indo bem. 
Por baixo...
Por baixo esse ano está me invadindo, o tempo me atropela, sei que em dezembro tudo vai estar diferente, para melhor... Mas eu sei... só eu sei... Que a mulher dentro de mim queria apenas estar estudando teatro. Queria dançar. 
Queria tomar um banho de chuva e encher a cara. 
Sair da caixinha. 
Saborear... O quê? 
Por hora, é remédio. Estou consertando minhas coisas. Aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado. E fazendo silêncio. Um silêncio de espera. Não sei bem o que espero, mas é como se, agora sim, algo bom estivesse pra acontecer. E fosse pra logo. 



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dezembro de 2012 - O novo tempo

O novo tempo chegou, bem antes do que eu imaginei.
Novas perspectivas profissionais. Muita vontade de fazer acontecer.
Um renascimento geral.
Uma insuportável vontade de viver.
A vida começa agora.
Eu nem cheguei na metade ainda.
Bora ser feliz.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Visualizando o nada

Acordei num grande limbo cinzento. Que lugar é esse e como cheguei aqui?
O silêncio ensurdecedor. Somente o som dos meus próprios passos. E onde estavam todos?
Talvez não existisse mais ninguém. Talvez eu fosse a única sobrevivente mesmo. Mas do quê?
Procuro me lembrar de alguma referência, alguma memória, alguém com quem eu tenha convivido, uma casa pra onde voltar. A memória está vazia. E então existe o "quem sou eu": filha de alguém, amiga de alguém, esposa de alguém, mãe de alguém? E eu já não sabia.
Abri a boca para gritar, mas não havia ninguém por perto. Martelando por dentro um sentimento de "não adianta".
Onde estão? Onde estão todos?
Procuro olhar no chão, algum objeto, qualquer coisa que me de sinal que por ali, em algum momento, alguém já passou. Não há pegadas naquela areia. Sim, é areia... Talvez uma praia... Não, não parece haver nenhuma água por perto, é um deserto.
Penso que gostaria de ter um lápis, um pedaço de papel, uma garrafa. Eu escreveria um bilhete, dizendo ao próximo que passasse que eu estive ali. Na verdade, diria que um dia existi. Um dia existi e procurei alguém ou alguma coisa. e procurei muito, com toda a força da minha alma, até ficar cansada demais até pra procurar o que quer que fosse.
E então, quando eu já não me sentia capaz de dar mais nenhum passo, eu simplesmente deitei no chão e deixei-me ficar ali, de alguma forma ainda rezando pra que alguém ou alguma coisa pudesse me encontrar antes que eu desaparecesse.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tão longe.

Estava lá. Naquele lugar desconhecido, com pessoas que nunca tinha visto. Anoitecia. E foi então que começou. Tudo estava desencaixado demais, muitos imprevistos aconteceram para que estivesse ali, naquele exato lugar e momento. Algo importante no ar. Em algum lugar, alguma coisa muito séria estava acontecendo. Algo decisivo e definitivo. Como explicar a sensação de perceber que o momento não era como outro qualquer? Havia uma decisão a ser tomada, ou sendo tomada naquele exato instante. Uma decisão que mudaria tudo, para sempre. Uma decisão dolorida demais.
Como explicar? Como entender? Como dizer que simplesmente sei, porque senti antes mesmo de qualquer notícia chegar?
Fugi. E corri, corri, corri, querendo ir pra bem longe. Querendo não saber, não sentir. 
Milhões e milhões e milhões de pessoas no mundo. Como é que mesmo assim a gente consegue ser tão único? 
Como é que mesmo assim há momentos em que somos estrangeiros absolutos em qualquer lugar?
Existe em mim um amor imenso. Um amor profundo e transformador. Eu sei que ele transformaria o mundo todo se apenas tivesse espaço pra existir. 
Mas não. Não há. 
A sensação é de estar no fundo do mar. Flutuando. Se eu gritasse, o som não chegaria a lugar algum. Se eu chorasse, as lágrimas se confundiriam com todas as águas à minha volta. Nada, nada é possível no fundo do mar. não há nada em volta, nada por perto...
E nada, nada do lado de dentro.
E ainda assim, é possível descobrir que ainda existe alguma coisa quando a gente tem vontade de correr pra longe, tão pra longe do grande nada que o tudo se tornou. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Tudo é silêncio

Não há dor.
Não há desespero. Não há o desejo, profundo e imenso de que tudo mude, de que de repente ainda exista uma história pra se viver.
Agora tudo é simplesmente silêncio. Silêncio e solidão.
Há um deserto imenso. Nada de árvores, nem água, nem pessoas ou animais. Nada.
Se eu gritasse, o grito ecoaria a quilômetros de distância por espaços inimagináveis.
Mas não há sentimento suficiente ou restante pro grito.
E caminhando em meio aos escombros, o silêncio se apossa da minha vida, da minha alma... Nada, só o profundo vazio que se estende para os lados em todas as direções.
Se alguém me procurar, digo que estou no banho até que desista.
Porque não, não é o momento que eu queira ver alguém.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Mais do mesmo. Ainda.


Não é que eu esteja sempre triste.
É que acabo vindo aqui quando tenho vontade de explodir.
Vontade que esse ano termine. Esse ano que trouxe mais novidades que todo o resto da minha vida. Tanta coisa pra lidar, que por dias só tenho vontade que tudo se transforme no mais absoluto silêncio. Que não existam pessoas, não existam compromissos, nem horários. Apenas qualquer lugar silencioso, quente, confortável, onde a gente possa simplesmente ser. Sem ter que fazer nada, mostrar nada, relacionar-se. Simplesmente ter a permissão de ser. De respirar com calma. De desfrutar da vida.
No meu coração, o deserto se faz presente. Não, não há ninguém. E quando escurece o frio me gela a alma. Eu tentei. Tentei ver outras pessoas. Tentei me dar oportunidades, afinal de contas não há nada a esperar no lugar onde eu fiquei parada. Mas não é assim que funciona. A gente não decide. O sentimento enxerga com olhos que a gente não vai entender nunca, e quando ele vê o que a gente não sabe o que é, sai correndo, desabalado. E a gente corre atrás dele, rezando pra que seja bom, ou pra que pelo menos não nos machuque tanto.
Sensibilidade à flor da pele. Daí memórias e dor que vem à tona. È a Lua. É o dia. Hoje é outro daqueles dias de enlouquecer. Sentimentos amplificados. Dou-me conta do motivo pelo qual certas coisas ainda me doem tanto. Alguns sentimentos tiveram sua ultima chance. Uma vez perdida, a inocência está perdida pra sempre. Histórias vividas podem ser relidas, podem ser vistas sob outros aspectos. Mas serão sempre as nossas histórias. Sua essência não muda. Cicatrizes poderão ser vistas, por mais sentido que se dê a elas, continuarão desenhando nosso corpo e nossa alma...
Quando olho pra dentro de mim, o velho amor permanece. Teimoso e firme. Ainda que eu não olhe pra ele, ele está lá, quietinho. Ainda que eu o mande embora inúmeras vezes, ele simplesmente continua ficando. Ficando como quem não quer nada. Ficando como quem ainda não aprendeu a ir embora. E então eu o abraço de novo, e digo a ele "pois que fique". Que fique o quanto quiser, o quanto aguentar, o quanto sobreviver. Não há nada que eu possa fazer, então fique...