Ontem minha mãe me enterneceu. O esforço que fazia para conversar e interagir, estar no mundo, fazer com que percebêssemos que ela estava conseguindo pensar com clareza...
Muito guerreira. Agora o caminho será longo, vai demandar paciência de reaprender até mesmo a respirar. Mas eu acredito que ela dá conta, mesmo debilitada como está. Sempre deu. E agora sim eu posso apoiar e sustentar se ela achar difícil demais.
Sim, descoberta revolucionária: eu não sou o centro do Universo.
Depois da catarse de escrever sem parar tudo o que deu na telha, vai me dando vontade de me livrar de tanto peso, sair do centro, olhar em volta...
Sou só uma parte... Uma parte que pode muito bem estar em harmonia com um todo muito maior e muito mais importante... Ser uma parte de um todo é tão menos pesado do que ser sempre tão da mesma forma...
Eu quero dar espaço. Diminuir. Deixar que as coisas aconteçam. Confiar na vida. Abrir mão do controle. Apreciar a beleza e a arte. Produzir a beleza à medida que vou dando espaço pra que ela exista...
(A imagem acima tem o link para o artista.)
Eu acho que só agora começo a estar pronta pra aprender a amar.
De verdade. Não como os adultos.

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