sábado, 21 de julho de 2012

Futuro do Pretérito

E nós poderíamos passear no parque numa tarde de domingo com sol. E eu poderia te olhar nos olhos e sentir que, sim, eu poderia mergulhar meu olhar neles encantada, por toda uma existência.
E você poderia tocar flauta pra mim, e eu poderia enxergar embevecida a beleza que você sempre quis mostrar e não teve quem prestasse atenção por tempo suficiente da forma certa.
E poderíamos preparar juntos cenas ou peças de teatro, e eu teria certeza que você seria um parceiro inteiro e presente sempre, porque é assim que você é.
E por vezes poderíamos andar juntos por aí, pelo simples prazer de andar, só pra podermos enquanto isso falar de qualquer coisa que nos viesse à cabeça... E poderíamos rir de histórias inventadas assim, ao imaginar as pessoas que passam.
E eu poderia te chamar pra minha casa numa noite de chuva, sem luz, para construirmos sombras na parede...
Puxa, eu consigo imaginar tantas alternativas! Todas possíveis agora, no presente, nesse presente pelo qual sou grata, que é o único instante que existe. Meu tempo é agora...

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